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Literatura e saberes dos povos indígenas são celebrados no Centro Cultural

                                     Artista indígena Márcia Wayna Kambeba foi a convidada do programa Do Direito à Literatura, do CCPJ O dia 19 de abril marca a celebração do Dia dos Povos Indígenas, inspirado na data em que foi realizado o Congresso Indigenista Interamericano na cidade de Pátzcuaro, no México, em 1940. Naquela ocasião, representantes de países das américas se reuniram em uma assembleia para definir políticas de proteção aos povos indígenas.   Algumas décadas depois, essa comemoração carrega o objetivo de valorizar a cultura e preservar a memória dos povos originários. Por isso, o Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) recebeu, nesta quinta-feira, 16 de abril, a escritora, pesquisadora, poeta e artista indígena Márcia Wayna Kambeba para mais uma edição do programa Do Direito à Literatura.  Doutora em Linguística e Mestre em Geografia, Márcia recitou alguns poemas de sua obra Saberes da Floresta, que aborda memória e ancestralidade para refletir sobre relações pessoais, formas de pensar o mundo e modos de ensino e aprendizagem. Para ela, poder falar sobre os saberes que foram compartilhados por seus antepassados é uma forma de conectar as diferentes formas de conhecimento.  “A sociedade não indígena, cada vez mais, abre caminhos para que nossos saberes possam se interligar e é muito importante criar pontes para ligar esses mundos. Estar aqui hoje é uma forma de proporcionar essa conexão, a partir de saberes que a universidade não traz.”  Ela contou ao público a história do surgimento de seu povo, Omágua/Kambeba - segundo a tradição, o primeiro homem e a primeira mulher nasceram de uma gota de chuva – e apresentou aspectos importantes da literatura indígena e seu processo criativo.   Marcia Kambeba recitou versos da literatura indígena em conversa com a Diretora do CCPJ Ana Paula Teixeira e o Chefe de Serviço Educativo Wanderlei Barreiro Lemos “A literatura indígena não nasce de um estalo ou de uma vontade de escrever, ela precisa de um porquê. Tem que ter uma relação com o território e com o coletivo. Tem que ter saberes passados de pai para filho, de avô para neto, e que chamamos de ancestrais. Quando aprendemos a ouvir, também aprendemos a contar, e só vamos ter memória ao ouvirmos o outro.”  O encontro desta quinta-feira foi mediado pela diretora do CCPJ, Ana Paula Teixeira Delgado, e pelo chefe de Serviço Educativo do CCPJ, Wanderlei Barreiros Lemos, além da presença de representantes de diferentes povos originários na plateia, em uma bela homenagem à cultura e tradição dos povos indígenas.   PB*/SF *Estagiário sob supervisão Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ
17/04/2026 (00:00)
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