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CNJ deve regulamentar nesta terça fim da aposentadoria compulsória para juízes

STF acaba com aposentadoria compulsória remunerada como punição a magistrados O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve votar nesta terça-feira (23) uma mudança no regimento interno para atualizar as regras para a aplicação de punição de magistrados por faltas graves, acabando com a previsão de aposentadoria compulsória. Outra medida deve endurecer casos da chamada pena de disponibilidade, que afasta o magistrado de suas funções com pagamento de salário e vencimentos proporcionais. Essa é a segunda sanção mais grave prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional. E pode ser aplicada pelo tribunal onde o juiz atua, por dois terços dos membros efetivos, ou pelo CNJ. A expectativa é que as alterações sejam aprovadas. Mais de 100 magistrados aposentados compulsoriamente Em março, uma decisão inpidual do ministro Flávio Dino já havia revogado, na prática, a aposentadoria obrigatória e com salário proporcional para punir violações disciplinares graves. 1 de 1 Flávio Dino em sessão da Primeira Turma do STF — Foto: Luiz Silveira/STF Isso vale para casos de venda de sentenças, assédio moral e sexual, e benefícios indevidos a integrantes de facção criminosa. Nos últimos 20 anos, 126 magistrados foram aposentados compulsoriamente nessas condições. A proposta de resolução inclui no regimento que a "aposentadoria compulsória não constitui sanção disciplinar aplicável aos magistrados". Atualmente, o CNJ tem 54 processos disciplinares em andamento. Se a proposta for aprovada, os casos que forem considerados graves já poderão ser punidos já com a nova regra. O texto também estabelece que nos casos da pena de disponibilidade, após cinco anos e sem retorno às atividades, o tribunal terá que verificar se não é o caso de aplicar a perda do cargo - garantindo contraditório e ampla defesa. Antes, também seria aplicada a aposentadoria compulsória nesses casos.
23/06/2026 (00:00)
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