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TST celebra 80 anos com logomarca comemorativa inspirada em Athos Bulcão

8/4/2026 - Em 23 de setembro de 2026, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) completará 80 anos de sua instalação. Para iniciar essas celebrações, o Tribunal lançou uma marca comemorativa que remete não apenas à trajetória histórica de fortalecimento da Justiça do Trabalho no país, mas também reafirma o compromisso da instituição com a modernização e a valorização de sua identidade institucional. Um labirinto de azulejos  A logomarca traduz, de forma visual, a solidez e a evolução do Tribunal ao longo das décadas. Desenvolvida pela designer gráfica Taíssa Radislovich, da Secretaria de Comunicação (Secom), ela foi inspirada em um labirinto circular e nos icônicos azulejos de Athos Bulcão. O labirinto, contudo, é repleto de aberturas. Ele simboliza os muitos caminhos possíveis, o movimento de transformação e a fluidez da Justiça do Trabalho e do TST, sugerindo que, apesar da exigência dos ritos processuais, sempre  há uma saída para a solução dos conflitos. “A ideia foi mostrar que, não  importa qual percurso você vai seguir, sempre existirá um caminho para a solução”, explica a designer. A referência a Athos Bulcão dialoga com a identidade de espaços do edifício-sede do TST, que abriga obras do artista.  A logomarca dos 80 anos estará estampada em peças comemorativas, no portal do Tribunal e em aplicações impressas e digitais.  Meios e fins “Celebrar 80 anos do Tribunal Superior do Trabalho é constatar a importância que a sociedade e o Estado brasileiros dão à promoção da justiça social em nosso país”, afirma o ministro Ives Gandra Filho, coordenador do Comitê Gestor das ações comemorativas.  Segundo ele, a data deve levar a uma reflexão sobre meios e fins. “A bandeira do TST, hasteada diariamente junto ao pavilhão nacional, lembra que o fim da Justiça do Trabalho é a pacificação social. E os meios, além dos materiais consistentes nos edifícios e na tecnologia, são os institucionais, de solução dos conflitos especialmente pela mediação, pela conciliação e pela uniformização jurisprudencial”. A tônica da celebração, de acordo com o ministro, é a contribuição da Justiça do Trabalho para a harmonização das relações laborais, “garantindo justa remuneração e condições dignas de trabalho aos empregados e justa retribuição e segurança jurídica aos empregadores”. TST Criado em 9 de setembro de 1946, no contexto da redemocratização do país após o Estado Novo, o Tribunal Superior do Trabalho substituiu o Conselho Nacional do Trabalho (CNT) e ocupou o Palácio do Trabalho, no Rio de Janeiro, até sua mudança definitiva para a nova capital do Brasil. Em 1946, o TST e a Justiça do Trabalho passaram a integrar o Poder Judiciário brasileiro com a missão de uniformizar a jurisprudência trabalhista e garantir maior segurança jurídica às relações entre empregadores e trabalhadores. Em 1º de maio de 1971, o Tribunal foi transferido para Brasília e se instalou no Setor de Autarquias Sul, em prédio atualmente ocupado pelo TRT da 10ª Região.  Em 1993, a construção da nova sede do tribunal começou a ser planejada com um projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer que fundia concreto, monumentalidade e modernidade. O edifício-sede, no Setor de Administração Federal Sul, foi inaugurado em 2006.  Tempos atuais  Na década de 2020, o TST enfrentou novos desafios decorrentes das mudanças nas relações de trabalho e de eventos globais. A expansão do trabalho por plataformas digitais, a flexibilização das relações laborais e o surgimento de novos modelos produtivos exigiram constantes atualizações nas interpretações das normas trabalhistas. A pandemia da covid-19 acelerou a modernização e consolidou o processo eletrônico, intensificando o uso das ferramentas digitais e da inteligência artificial para garantir a continuidade e a eficiência dos julgamentos. Essas inovações ajudaram a transformar a Justiça do Trabalho em um modelo mais ágil e sustentável, preparando a instituição para os desafios das próximas décadas.  (Andrea Magalhães/CF)
09/04/2026 (00:00)
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