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Dia Internacional  do Orgulho LGBTQIAPN+: por mais inclusão e igualdade de oportunidades

  28/6/2026 - Celebrado em 28 de junho, o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ é uma data que simboliza uma luta permanente por respeito, igualdade de direitos e reconhecimento da persidade. O momento convida à reflexão sobre os avanços conquistados ao longo das últimas décadas e os desafios que ainda persistem para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Valorização das diferenças  No mundo do trabalho, a promoção da persidade e da inclusão é fundamental para garantir que todas as pessoas tenham acesso às mesmas oportunidades e que a orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa não seja usada como critério para contratação, promoção ou desligamento. Ambientes de trabalho respeitosos, livres de discriminação e preconceito, contribuem para o desenvolvimento profissional, o bem-estar e a valorização das diferenças, fortalecendo as organizações e a sociedade como um todo. Para João Torres, do Instituto Mais Diversidade, a criação de ambientes de trabalho inclusivos beneficia tanto os profissionais quanto as empresas. “Quando as pessoas LGBTQIAPN+ podem ser autênticas no trabalho, sem medo de serem julgadas, elas contribuem mais com suas ideias e perspectivas”, afirma. “A inclusão produz resultados positivos para as pessoas, empresas e para sociedade”. Vida real No Brasil, a Lei 9.029/1995, em seu artigo 1º, assegura o acesso ao emprego e a sua manutenção, sem qualquer discriminação “Por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação profissional, idade, entre outros”. Mas, na vida real, a falta de oportunidades para o mercado de trabalho muitas vezes resulta em uma maior vulnerabilidade e na necessidade de buscar alternativas de geração de renda. Segundo a pesquisa realizada pelo Banco Mundial e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ”Quanto Custa a Exclusão LGBTQIA+?”, esse público enfrenta índices mais altos de desemprego e de trabalho informal do que a população em geral. Enquanto a taxa de desemprego da população em geral é de 7,7%, entre pessoas LGBTQIAPN+ ela alcança 15,2%. A informalidade também é mais elevada nesse grupo, atingindo 46% dos trabalhadores, contra 40% da média nacional. O estudo demonstra que a exclusão dessa população do mercado de trabalho produz elevados custos sociais e econômicos para o país. A discriminação reduz oportunidades de emprego, renda e qualificação profissional, ao mesmo tempo em que aprofunda ciclos de vulnerabilidade e exclusão social. Ampliando oportunidades  Com a proposta de ampliar as possibilidades de empregabilidade, a plataforma Empregando Orgulho surge como uma alternativa de emprego inclusiva. A ferramenta é uma iniciativa da ONG Distrito Drag e da Fundação Banco do Brasil. Para o presidente da Fundação, Kleytton Morais, a proposta é romper barreiras, combater o preconceito e ampliar o acesso a oportunidades de empregos. “Com respeito, acolhimento e equidade estamos abrindo o nosso leque para uma geração de renda recebendo a persidade com ações concretas, compromisso institucional e parcerias para a construção de um Brasil mais justo, plural e inclusivo”, presidente da Fundação Banco do Brasil, Kleytton Morais. Mulheres Amam Mulheres A empresária e mentora Eliesita Pereira fundou a plataforma @Clube de Negócios MAM, que é voltado, exclusivamente, para mulheres lésbicas empreendedoras. A proposta é que cada mulher contribua com a sua experiência, construindo  uma rede de apoio e crescimento coletivo para  o alcance de autonomia, independência  financeira e poder de decisão. Eliesita ressalta que os desafios ainda são múltiplos e acontecem em diferentes níveis. “O preconceito ainda é a barreira mais antiga, mais forte e mais presente e impacta desde o acesso às oportunidades até a forma como essas pessoas são percebidas dentro das empresas”. Abrindo caminhos  Ela comenta sobre  como a falta de representatividade em cargos de liderança  limita oportunidades de crescimento e a importância da plataforma incentivando esse empreendedorismo. “Quanto mais mulheres lésbicas empreenderem, mais elas  irão  ocupar espaços de liderança, construir negócios de sucesso e transformar suas próprias realidades”, comentou. “É o direito de sermos quem somos,  influenciando o ambiente ao  nosso redor, gerando representatividade, abrindo caminhos e reduzindo  barreiras para outras mulheres”, completou. Inclusão com dignidade  O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) criou o Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, coordenado nacionalmente pelo ministro do TST Fabrício Gonçalves. A iniciativa tem como princípios garantir um ambiente de trabalho sadio e seguro, com abordagem preventiva, socioeducativa e igualdade de tratamento, além da busca por soluções dialogadas para os conflitos no trabalho. Segundo o magistrado, o Judiciário Trabalhista tem um papel histórico na proteção social e na defesa dos direitos humanos. “No mundo do trabalho, a exclusão, o preconceito e a discriminação ainda são obstáculos que limitam trajetórias profissionais e comprometem a autonomia e a cidadania da população LGBTQIAPN+”.  “É preciso contratar, incluir, formar e combater toda forma de violência contra essas pessoas. No mercado de trabalho, o primeiro passo é garantir a inclusão com dignidade em ambientes laborais inclusivos e respeitosos”, ministro Fabrício Gonçalves, coordenador-geral do Programa de Equidade da Justiça do Trabalho. Reduzindo desigualdades  Outra iniciativa da Justiça do Trabalho foi a criação do Grupo de Trabalho “Justiça do Trabalho na promoção dos direitos das pessoas LGBTQIA+”, coordenado pelo juiz auxiliar da Presidência do CSJT Otávio Bruno da Silva Ferreira. Entre as ações já realizadas no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho, foi implementada a ação afirmativa de destinar a reserva de vagas em contratos terceirizados para pessoas trans e travestis em situação de vulnerabilidade social, de modo a reforçar o compromisso institucional com a ampliação das oportunidades para essa população. Segundo o magistrado, quando uma pessoa LGBTQIAPN+ tem acesso a um emprego digno, com proteção social, remuneração adequada e respeito à sua identidade, não está apenas garantindo um direito inpidual, mas “estamos fortalecendo a cidadania, reduzindo desigualdades históricas e contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, plural e democrática”, ressalta. Reparação de danos A Justiça do Trabalho tem promovido campanhas institucionais de conscientização e visibilidade, reforçando a importância do respeito à identidade de gênero e à persidade nos ambientes de trabalho, mas, também, tem sido acionada e julgado casos em que se comprovam ações de preconceito no ambiente de trabalho.  Pessoas  LGBTQIAPN+ que pleiteiam a reparação de danos sofridos em razão de sua sexualidade ou da expressão de identidade de gênero têm buscado o Judiciário Trabalhista para reparação de caso de discriminação. Decisões do TST têm assegurado, por exemplo, o uso do nome social por pessoas transgênero e a equiparação de direitos entre casais homoafetivos e heteroafetivos. Uma demonstração de forte compromisso com uma interpretação constitucional inclusiva que promove a justiça no ambiente de trabalho. Piadas e ofensas homofóbicas: Em um dos julgados, por exemplo, a Sexta Turma  do TST condenou uma locadora de veículos a pagar indenização a uma vendedora que sofreu assédio moral por conta da sua orientação sexual. O gerente da empresa praticava piadas e ofensas homofóbicas contra ela. Nome social: Em outro caso, a Quinta Turma do tribunal determinou que uma empresa indenize uma empregada transgênero que foi proibida de usar seu nome social no crachá e o de utilizar o banheiro feminino. A decisão destacou a dignidade, a liberdade e a privacidade garantidas pela Constituição Federal e concluiu que a empresa violou esses direitos. Perseguição: A Terceira Turma aumentou a indenização para uma atendente de call center. Nesse caso, a perseguição chegou ao ponto de o supervisor alterar as escalas de trabalho para impedir que ela e sua companheira, também empregada no local, tivessem folgas no mesmo dia. Iluminação Como parte das ações em apoio ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, o edifício-sede do TST recebe uma iluminação especial com as cores da bandeira LGBTQIAPN+ neste final de junho. A iniciativa reforça o compromisso da Justiça do Trabalho com a promoção da persidade, da inclusão e da igualdade de oportunidades, além de chamar a atenção da sociedade para a importância do combate ao preconceito e à discriminação. Saiba mais: TST e CSJT iluminam fachadas em celebração ao Orgulho LGBTQIAPN+ (Andrea Magalhães/AJ)
27/06/2026 (00:00)
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